Luciano Lima Pereira*

Como sabemos, o mundo hoje exige e promove uma participação mais efetiva da sociedade, especialmente em países que haja, reconhecidamente, a liberdade individual; inclusive quanto à liberdade de expressão, muito embora alguns fatos isolados corroborem com teorias contrárias a esta.

A própria web, atualmente conhecida como Web 2.0, tem como sua principal característica a promoção dos direitos de expressão individuais por inúmeras alternativas de acesso e participação popular, como nunca antes vista. Podemos inserir comentários às matérias jornalísticas, publicar artigos em blogs pessoais e profissionais, enviar diversos e-mails a colegas e personalidades (com muito mais acesso que antes), manifestando-nos e defendendo nossas idéias, pensamentos e direitos.

A liberdade de expressão, bem como os instrumentos para sua manifestação, nunca estiveram tão em voga quanto o momento atual. Parte, fruto da evolução tecnológica dos últimos anos, parte em função da maturidade educacional do povo em geral. Não especificamente a educação acadêmica, mas a maturidade intelectual de um povo cada vez mais antenado, participativo e envolvido com seus direitos e suas liberdades. Claro que ainda falta muito para chegarmos onde queremos, mas no mínimo o caminho das pedras está muito mais claro e muito menos doloroso para ser percorrido do que décadas atrás; algo quase impensável à maciça maioria dos brasileiros.

Leia artigo completo:
http://www.anefac.com.br/Pages/Page.aspx?tema=8&id=2277

*Luciano Lima Pereira é Membro da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.

10,75%

A elevação da taxa básica (SELIC) anunciada dia 30 pelo Banco Central de 10,75% ao ano para 11,25% ao ano terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito como demonstrado abaixo.

11%

A elevação da taxa básica (SELIC) anunciada hoje pelo Banco Central de 10,75% ao ano para 11,00% ao ano terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito como demonstrado abaixo.

Este fato ocorre uma vez que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que na média da pessoa física atingem 121,46% ao ano provocando uma variação de  mais de 1.000,00% entre as duas pontas.

Leia simulação completa:
http://www.anefac.com.br/Pages/Page.aspx?tema=8&id=1809

Cenário foi discutido em reunião da Diretoria de Economia da ANEFAC

Conjuntura Macroeconômica – Situação Atual e Perspectivas foi o tema de reunião da Diretoria de Econômica da ANEFAC, organizada por Roberto Vertamatti, diretor executivo e, realizada dia 25 de agosto. A apresentação do tema ficou a cargo de Luiz Rabi da Serasa Experian, economista pela FEA-USP, mestrado em estatística e doutorado em economia pela USP.

Luiz apresentou dados que mostram que o crescimento do PIB para este ano deve chegar a 6,5%, devendo em 2011 reduzir o crescimento para algo como 4,5%. É bem verdade que o crescimento de 2010 é um bom crescimento, mas também é importante comentar que a base anterior de 2009, é bastante baixa (ligeiramente negativa).

Mesmo que o momento da economia seja positivo, há vários sinais amarelos que preocupam para os próximos anos. Um deles é o nível de investimento na economia brasileira, muito baixo. Sem um bom volume de investimentos, da ordem de 25% do PIB, não haverá um crescimento sustentável para os próximos anos. Outro ponto que preocupa é a infra-estrutura, com poucos investimentos nos últimos anos em portos, aeroportos, estradas, etc. A falta desta infra-estrutura  certamente é um limitador do crescimento.

Mas se olharmos o consumo brasileiro, temos algo como 63% deste consumo com a população e mais algo como 20% do consumo do país, com os governos (federal, estaduais, municipais, tanto no executivo, como no legislativo e judiciário ), sem dúvida um volume muito alto, para se ter uma idéia, na China, um país totalmente centralizador, este volume é da ordem de 10% do PIB, demonstrando assim um gasto público muito elevado no Brasil.

Com relação ao balanço de pagamento, a tendência é de um déficit crescente, não tão preocupante para este ano e o próximo, mas, dependendo do cenário internacional, ou seja, havendo um aprofundamento da crise, poderemos, rapidamente, entrar em um cenário bem mais preocupante.

Portanto, ainda que o cenário atual seja relativamente positivo, há sinais que preocupam com relação ao futuro e que já carecem de medidas do governo: redução de gastos, empenho com a reforma da previdência e também tributária. Certamente, como sabemos reformas difíceis, mas necessárias. No caso da previdência, por exemplo, seria importante que os funcionários do setor público tivessem o mesmo sistema de benefícios do setor privado, pelo menos para os funcionários que entrarem hoje no serviço público. No caso da reforma tributária, pelo menos que se consiga simplificar o sistema e tirar o peso absurdo que recai nas empresas para o controle dos mesmos.

Roberto Vertamatti é conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC)

O economista Andrew Frank Storfer preside atualmente uma das entidades mais respeitadas no meio econômico brasileiro, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A associação tem 42 anos, e atualmente é muito conhecida pelos estudos que divulga, principalmente a pesquisa mensal sobre as taxas de juros nas operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas. “Ela é uma pesquisa mais aprofundada, e extrai da economia real quais são os reais juros que estão sendo cobrados”, afirma o economista. Além disso, a entidade realiza anualmente o Prêmio Transparência, que é dado para as empresas que têm os maiores níveis de transparência em suas informações ao mercado.

“A maneira de se dar um pouco mais de transparência, um pouco mais de clareza, dificilmente acontece através de lei, regulamentos, decretos, etc. É preciso realmente haver uma conscientização”, afirma o executivo. Veja a entrevista completa de Storfer ao Panorama do Brasil desta semana, que contou com a participação do jornalista Roberto Müller, Theo Carnier, editor-chefe do DCI e Milton Paes, da rádio Nova Brasil FM.

Roberto Müller: Queria que você falasse um pouco sobre a Anefac e contar da sua expectativa de grande crescimento este ano.

Andrew Frank Storfer: A Anefac é uma das entidades mais antigas do País. Ela foi criada há 42 anos por executivos, principalmente estrangeiros que vieram para o Brasil em 1968 querendo entender como se poderia conduzir uma administração e o que era o País, que, naquela época, passava por uma fase que deu origem ao crescimento dos anos 70 e 80 com as empresas estrangeiras que vieram ao Brasil. Evidentemente isso se expandiu e hoje, são executivos brasileiros, na sua enorme e esmagadora maioria. É uma entidade que tem aproximadamente mil executivos como associados e diversas empresas como associadas corporativas através de seus executivos, empresas tanto de pequeno ou médio porte como de grande porte, a exemplo de Vale, Petrobras, Embraer, Cemig, Sabesp, AmBev, Serasa, que é um grande parceiro nosso, inclusive conduz juntamente conosco o Prêmio Transparência e a Fipecafi. O Prêmio Transparência é pioneiro neste aspecto, a transparência. Nós estamos na 14ª edição, então são 14 anos que se premiam as empresas mais transparentes no País. Transparência não significa melhor desempenho: significa transmitir a informação de uma forma correta, clara, para que todos os interessados naquela companhia saibam exatamente como ela está, e que aqueles informativos e demonstrativos contábeis realmente traduzam de forma clara a posição da companhia. Isso hoje parece até bastante simples e bastante óbvio, mas quando se olha pra 14 ou 15 anos atrás não era tanto assim.

Leia a matéria completa: http://migre.me/1aWzV

Para incentivar a produção e divulgação de estudos sobre temas tributários, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (ANEFAC) e a PricewaterhouseCoopers (PwC)  promovem o “2º Prêmio PricewaterhouseCoopers – ANEFAC de Estudos Tributários”,  concurso que vai contemplar os melhores estudos realizados por estudantes de graduação e pós-graduação. As inscrições devem ser feitas até 30 de setembro no site http://www.anefac.com.br/premio/participantes.htm.

Podem concorrer trabalhos individuais de estudantes matriculados nos cursos de Ciências Contábeis, Economia, Administração, Direito e Relações Internacionais, nas categorias Graduação (a partir do 7º semestre na data de inscrição) ou Pós-graduação (cursando especialização – MBA e LLM -, mestrado e doutorado).

O concurso restringe-se a trabalhos redigidos em língua portuguesa, inéditos e não publicados pela imprensa, internet ou em livros. Poderão ser apresentados trabalhos de conclusão de curso de graduação, pós-graduação lato sensu, ou teses de mestrado ou doutorado que já estejam divulgadas na internet, desde que não tenham sido objeto de publicação em outro meio.

Os trabalhos de maior destaque em cada categoria receberão premiação especial. Na categoria Graduação, R$ 15.000,00 para o 1º colocado e R$ 8.000,00 para o 2º colocado. Para a categoria Pós-graduação, o prêmio  será de R$ 18.000,00 para o 1º colocado e R$ 10.000,00 para o 2º colocado.

Cronograma e divulgação dos resultados

Os trabalhos devem ser apresentados até 31 de janeiro de 2011, e a avaliação ocorrerá até 30 de abril. Os resultados finais serão oficialmente divulgados em maio a todos os candidatos e ao público em geral nos sites www.anefac.com.br e www.pwc.com.br.

Executivos de vinte empresas, contempladas na 14ª edição do Prêmio ANEFAC-FIPECAFI-SERASA EXPERIAN pelo destaque na transparência de suas demonstrações financeiras, estarão reunidos em evento nesta quinta-feira (19/08) com representantes da ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), da FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e da Serasa Experian.

As ganhadoras do Troféu Transparência 2010 foram selecionadas entre mais de 700 balanços contábeis de corporações de capital aberto e fechado avaliados neste ano, após quatro meses de análise técnica criteriosa que ficou a cargo dos alunos de mestrado e doutorado em Ciências Contábeis da FEA-USP e da FIPECAFI.

Crise financeira estimula transparência contábil

Diante das necessidades do mercado global, a transparência contábil vem ganhando crescente importância, mas sua relevância se ressaltou depois da crise financeira e econômica que se espalhou pelo mundo em 2008 e 2009. E no Brasil, o Prêmio ANEFAC – FIPECAFI – SERASA EXPERIAN, que concede o Troféu Transparência às empresas do país desde 1997, estimulou uma nova cultura organizacional, baseada na responsabilidade contábil, bem antes dos grandes escândalos corporativos que deram origem às regras da Sarbanes-Oxley.

Conheça as empresas ganhadoras do 14º Prêmio ANEFAC-FIPECAFI-SERASA EXPERIAN:

 Empresas de capital aberto com faturamento acima de R$ 8 bilhões:

Souza Cruz S/A

AmBev – Companhia de Bebidas das Américas

Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A

Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A – USIMINAS

Vale S/A

CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais

CSN – Companhia Siderúrgica Nacional

Petrobras – Petróleo Brasileiro S/A

Gerdau S/A

Braskem S/A

Empresas de capital aberto com faturamento até R$ 8 bilhões:

Companhia de Saneamento de Minas Gerais S/A – Copasa

Natura Cosméticos S/A

BM&F Bovespa S/A

Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP

Tractebel Energia S/A

Empresas de capital fechado:

ALBRAS – Alumínio Brasileiro S/A

Energisa Paraíba – Distribuidora de Energia S/A

TBG – Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A

Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantis – Celtins

TSN – Transmissora Sudeste-Nordeste S/A

Apesar da elevação da Selic em julho, a taxa de juros das operações de crédito foram reduzidas no mês passado, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – ANEFAC. Das seis linhas pesquisadas, somente o cartão de crédito rotativo manteve a taxa média inalterada, sendo que as demais foram reduzidas.

Para pessoa física, a taxa de juros média geral caiu 0,05 ponto percentual no mês (1,25 ponto percentual no ano), correspondente a uma redução de 0,72% em julho (1,02% em doze meses), passando de 6,90% ao mês (122,71% ao ano) em junho/2010 para 6,85% ao mês (121,46% ao ano) em julho/2010. Esta é a menor taxa média desde abril deste ano.

Para pessoa jurídica, a taxa de juros média geral foi reduzida em 0,01 ponto percentual (0,19 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma redução de 0,26% no mês (0,33% em doze meses), passando de 3,86% ao mês (57,54% ao ano) em junho/2010 para 3,85% ao mês (57,35% ao ano) em julho/2010 – a menor taxa de juros média desde junho/2010.

De acordo com o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, conselheiro da ANEFAC, as reduções nas taxas de juros podem ser atribuídas ao bom momento da economia brasileira; à normalização do mercado externo após período de grande turbulência, principalmente na Europa; volta do crescimento nas principais economias; normalização do crédito no mercado internacional; além da redução dos índices de inadimplência e da maior competição no sistema financeiro no Brasil.

Ribeiro de Oliveira mantém a previsão de um ano extremamente positivo para o crédito - que deve atingir volume correspondente a 50% do PIB. Para o economista, é provável que as reduções nas taxas para pessoa física e jurídica ocorram em patamares superiores às quedas da Selic devido, entre outros fatores, à melhora do ambiente econômico com menor risco de inadimplência, maior competição do sistema financeiro e às ações do governo para a redução do spread bancário, como reduções do compulsório e da cunha fiscal.

A Symnetics, consultoria especializada em gestão da estratégia, em parceria com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), realizou o seminário O Design de Novos Negócios: Transformando Ideias em Valor, na terça-feira (10), no Hotel Paulista Plaza. Diversas organizações buscam nos novos negócios maneiras de garantir sustentabilidade futura, criando valor de forma colaborativa para diferentes públicos de interesse e transformando ideias em produtos e serviços.

Por Roberto Vertamatti

As projeções recentes indicam que teremos um crescimento do PIB importante em 2010. Nossa estimativa é em torno de 6%, mas o governo já aponta 7% neste ano. De qualquer forma esses números mostram um desenvolvimento robusto, mas não podemos esquecer que em 2009, em função da crise mundial, o crescimento foi negativo em 0,2% – o único ano sem crescimento nos últimos 17 anos. 

Importante salientar que nos últimos anos o crescimento da renda, em especial para os assalariados, foi significativo para boa parte da população. O que provocou uma boa redução da pobreza em nosso país e consequentemente o aumento do poder de consumo.  Mesmo assim, é bom registrar que ainda temos um contingente de mais de 60 milhões de pessoas que passam fome no Brasil, conforme apontou a recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008 / 2009, divulgada pelo IBGE.

Apesar de termos conquistados patamares mais altos nos últimos anos, ainda temos muito por fazer. Os partidos, junto com seus candidatos, depositaram na Justiça Eleitoral os programas de governo – nenhum deles detalhado o suficiente ou discutidos mais abertamente com a população. Isto nos mostra que os candidatos não estão preocupados com qualquer plano de governo mais efetivo, que aponte para o Brasil daqui a 10 ou 20 anos. E sim, estão em campanha apenas com a visão do hoje, ao que parece com um bom crescimento econômico, mas pouco assertivo no sentido que falta muito por caminhar. Não está incluso nesse percurso a preocupação e metas para que não mais tenhamos cidadãos sem alimento suficiente neste país; que não haja qualquer atitude contrária à vida em qualquer estágio da existência humana, o maior bem da nossa existência; que tenhamos uma melhoria clara em nosso sistema de educação (este sim o maior garantidor do futuro de uma nação) e, que tenhamos mais segurança.

Como vemos há muito ainda por fazer. Além da educação, precisamos investir muito na infra-estrutura viária, de portos, aeroportos, saneamento básico, só para citar alguns.  Temos que fazer muito também no âmbito da saúde pública. A impressão é que caminhamos nos últimos anos, mas ainda percorremos um pequeno trecho da longa estrada que temos pela frente. Outros aspectos que precisam ser considerados pelos candidatos têm a ver com a estruturação da nossa economia para um crescimento sustentável: se não houver um maior controle do gasto público que propicie, por um lado, uma redução dos tributos e, por outro, uma redução efetiva dos juros no Brasil – que ainda são dos mais altos do mundo – não teremos um crescimento sustentável.

Quando falamos de reforma tributária, não estamos discorrendo somente da carga tributária em si, mas também da absurda complicação que é esta carga, com mais de 70 impostos, entre contribuições, taxas etc. Além de termos uma marca muito triste de campeão em horas trabalhadas para pagar impostos, conforme consta do “Doing Business”,  realizado pelo Banco Mundial e pela PriceWaterhouseCoopers.  Estamos no triste topo da lista entre 183 países pesquisados e gastamos 2.600 horas por ano para controle e pagamentos de impostos, enquanto os que menos gastam estão em torno de 100 horas/ano.

Recentemente, o Banco Mundial também divulgou uma lista de 87 países pelo tempo em que um estrangeiro gasta para abrir uma empresa.  No Brasil, estamos no topo da lista, com 166 dias, enquanto nos Estados Unidos são 11 dias, na Grã-Bretanha 14 dias e na China 99 dias.

Fala-se muito da questão de segurança e não restam dúvidas que precisamos considerar este assunto em um nível de poder maior do que temos hoje. Precisamos profissionalizar de forma mais intensa e definitiva todo o aparato que trata da segurança. E é fato que a questão da segurança está muito ligada ao nível de corrupção no país. Ou reduzimos drasticamente a corrupção, ou a questão da segurança não terá solução. A ONG Transparência Internacional divulgou, no final de 2009, o relatório do Índice de Percepção de Corrupção. E, mais uma vez o Brasil teve o desempenho esperado. Numa escala que vai de zero (mais corrupto) a dez ( considerado bem pouco corrupto), o Brasil marcou 3,7 e ficou em 75º lugar no ranking de 180 países avaliados.

É evidente que os pontos acima mencionados precisam ser detalhados e aprofundados, mas se em linhas gerais os candidatos assumirem e buscarem a realização, estaremos, sem dúvida, começando uma nova época na vida deste país que ainda está “deitado eternamente em berço esplendido”.  

Roberto Vertamatti é conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC)

Único representante brasileiro no colegiado do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb), o ex-chefe do departamento de normas do Banco Central (BC) Amaro Gomes desembarca nesta semana no Brasil com uma missão: estimular a participação de empresas, investidores e agentes locais no processo de discussão das novas regras contábeis internacionais, chamadas de IFRS.

Em entrevista  ao Valor, Gomes contou que o Iasb considera importante a opinião dos brasileiros. “O Brasil é a 11ª economia do mundo e tem empresas que estão entre as primeiras do mundo em diversos setores. Todos querem ouvir o que elas têm a dizer”, afirma.

A manifestação de empresas e entidades brasileiras já começou, com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e empresas de energia elétrica tendo enviado comentários em discussões recentes do Iasb. “A minha ideia, o meu desejo, é que essas contribuições aumentem e sejam mais regulares”, afirma o conselheiro do órgão.

Entre hoje e quarta-feira, Gomes estará no Rio para participar de evento organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O seminário, que ocorrerá na sede do banco, terá como tema a adoção do IFRS pelas pequenas e médias empresas, o que passa a ser obrigatório a partir do balanço de 2010. Há 700 inscritos, e o ex-funcionário do Banco Central diz que será o maior evento do tipo com a participação do Iasb, se for considerado que o público é de apenas um país.

Fonte Valor Econômico